segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Cidade



Que mundo mais louco que é a metrópole! Quantas construções e idas e vindas..., movimento é o que não falta! Mas é uma cachaça, a cidade é linda com todas aquelas luzes e seus castelinhos de areia e vento. Areia, e vento. Ilusões que são construidas a medida que tomamos par da vida. Doce vida, amarga vida. _ Ah... se não fossem os tais castelinhos de areia e vento...
Ismael sorriu diante das luzes que piscavam incessantes. Instantâneamente surgiu a imagem de pequenos pirilampos sobrevoando uma lamparina. Era uma imagem mental que se mostrava apenas a ele, mas era real e cheia de sentimentos; vinha do fundo de sua alma de um passado não tão distante. Ele criança, uns sete pra oito anos. Sua irmã Camille corria sorridente atrás das luzinhas que piscavam entre a plantação de trigo. Era uma noite escura de lua nova e a única distração eram aqueles pequenos seres iluminados. Decidiu congelar a cena por alguns minutos mais.
_ Senhor, a embarcação já está de partida.
Ismael precisava pegar a barca para chegar ao outro lado da cidade. Poderia ir de ônibus ou carro mas aquele dia estava particularmente nostálgico e decidiu pegar a barca.
Luciana estava sentada num dos poucos bancos que ficavam na parte superior da embarcação, dali podia ver todo aquele marzão sem fim e o céu aberto. Ela adorava o vento no rosto e aquela sensação de liberdade que o trajeto lhe proporcionava. Era fim de tarde de um dia de verão autêntico, e as cores do céu variavam entre o rosa, o laranja e o amarelo. Uma imagem maravilhosa!

4 comentários:

Alice Monteiro disse...

Foto linda, texto que complementa a imagem. Mas como viver fora da metrópole com suas complexidades?
Beijos, meu anjo.

ivan alves de lima disse...

concordo com a alice: belíssima foto e texto primoroso. mas me desculpem os cidadãos de interior, eu os respeito, mas adoro metrópoloe, quando maior mais eu amo.

Fabiola disse...

bela imagem!
um beijo!

Alice Monteiro disse...

Querida,
Y la nave và... Acho interessante sua forma de narrar, construindo as cenas como a vida.
Beijos muitos